HISTORIA

MAPA DA AULA DE HISTÓRIA DO PROFESSOR UGA - 16/06/07  (HISTORIA) escrito em quinta 21 junho 2007 16:52

Crescente fértil

Mapa desenhado pelo professor Uga* durante a aula.

Para ampliar a figura basta clicar nela.

*O Uga, André Ribeiro Vieira, é um gigante ensinando História para o pré-vestibular!!!

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Colaboração
Consultoria Acadêmica


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CRUZADAS (1095 a 1270)  (HISTORIA) escrito em sexta 29 junho 2007 03:28

CRUZADAS

Jerusalém foi fundada há mais de 5.000 anos. Judeus, cristãos e mulçumanos vêm,  travando disputas pela sua posse há mais de dois mil anos.

Após já ter sido dominada por hebreus (judeus) e cristãos, em 638, Jerusalém passou a ser controlada pelos árabes seguidores do islamismo, que permitiam que a cidade continuasse a ser visitada por peregrinos de outras religiões.

Em 701, os árabes foram expulsos pelos turcos seldjúcidas. Eles também eram muçulmanos, porém, ao contrário dos árabes, impediam que seguidores de outras religiões entrassem na cidade.

Então, a Igreja Católica da Europa Ocidental resolveu intervir e, em 1095, o papa Urbano II, convocou uma guerra para tirar Jerusalém do julgo dos muçulmanos.

O papa prometeu perdoar os pecados de todos aqueles que fossem para a guerra que ficou com o de "Guerra Santa". Como os participantes dessas expedições se vestiam com túnicas bordadas com uma cruz, o movimento ficou conhecido como "Cruzada". De 1095 a 1270, oito grandes cruzadas foram enviadas para Jerusalém que ficou conhecida naquele período como Terra Santa.

 

Data

Acontecimento

Primeira Cruzada

(1095-1099)

-    em outubro de 1096 a Primeira Cruzada foi bastante massacrada pelos turcos, mas, em 1099,conquistaram Jerusalém;

-      fundaram na região dos "principados Latinos do Oriente", composto pelo Reino de Jerusalém, o Condado de Edessa, O Condado de Trípoli e o principado de Antíoquia.

Segunda Cruzada

(1148-1151)

-      liderada por Conrado III, imperador do Sacro Império Germânico e pelo rei francês Luís VII;

   o objetivo era conquistar o Condado de Edessa, um dos Principados Latinos que havia sido tomado pelos árabes em 1144;

-   a expedição foi derrotada e seus líderes retornaram a Europa.

Terceira Cruzada

(1189-1192)

-      liderada pelo imperador germânico Frederico Barbauiva, pelo rei francês Felipe Augusto e por Ricardo Coração de Leão, rei da Inglaterra;

-      o objetivo era recuperar Jerusalém que havia sido tomada dos cristãos pelo muçulmano Saladino. As tropas de Saladino derrotaram a Terceira Cruzada.

Quarta Cruzada

(1203-1204)

   financiada pelos venesianos;

-     sequer chegou à Palestina;

   após saquear a cidade de Zara (na atual Croácia), os cruzados chegaram até Constantinopla, sede do cristianismo ortodoxo e uma das mais ricas cidades do mundo na época.

   pilharam os tesouros da cidade e mataram boa parte da população.

Quinta Cruzada

(1217-1221)

-     liderada por João de Brienne, rei da cidade de São João de Acre (atual cidade israelense), e André II, rei da Hungria;

-     o objetivo era atacar o Egito, um dos principais centros do poder dos muçulmanos, para, depois, conseguir o controle de Jerusalém.

   conseguiram atacar Damietta, cidade que dava acesso ao Cairo, mas, ao final, foram derrotados.

Sexta Cruzada

(1228-1229)

-     organizada por Frederico II, imperador do Sacro Império Germânico;

   Frederico II se aproveitou das divisões internas dos muçulmanos, para fazer acordos com sultões da região. Por meio do Tratado de Jaffa, Jerusalém e uma série de territórios lhe foram entregues e Frederico II se tornou rei de Jerusalém.

Sétima Cruzada

(1248-1254)

   organizada pelo rei francês Luís IX;

-      o objetivo era recuperar Jerusalém que, em 1244 havia sido novamente dominada pelos muçulmanos;

-     Luís IX partiu com 35 mil soldados em direção ao Egito, onde atacou Bamietta e foi feito prisioneiro. Após ser libertado, foi para a região da palestina retornando à França em 1254.

   Não satisfeito com a derrota, Luís IX organizou a oitava cruzada (1270). Ao desembarcar em Tunis, no norte da África, Luís IX faleceu vítima de uma epidemia de cólera Apenas alguns participantes dessa cruzada continuaram em direção à Palestina, mas não conseguiram alcançar seus objetivos.

Oitava Cruzada

Em 1291

-     Em São João de Acre, a última fortaleza cristã da região, caia nas mãos dos muçulmanos, encerrando assim, a era das cruzadas.

Baseado em texto do site: www.klickeducacao.com.br

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Colaboração
Consultoria Acadêmica

 

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Exercício (perturbado) de História (do Uga)  (HISTORIA) escrito em sábado 30 junho 2007 05:14


PERFEIÇÃO
1- Vamos celebrar a estupidez humana, a estupidez de todas as nações
2- O meu país e sua corja de assassinos, covardes, estupradores e ladrões
3- Vamos celebrar a estupidez do povo, nossa política e televisão
4- Vamos celebrar nosso governo e nosso Estado que não é Nação
5- Celebrar a juventude sem escola, as crianças mortas
6- Celebrar nossa desunião
7- Vamos celebrar Eros e Thanatos, Perséfone e Hades
8- Vamos celebrar nossa tristeza, vamos celebrar nossa vaidade
9- Vamos comemorar como idiotas a cada fevereiro e feriado
10- Todos os mortos nas estradas. Os mortos por falta de hospitais
11- Vamos celebrar nossa justiça, a ganância e a difamação
12- Vamos celebrar os preconceitos, o voto dos analfabetos
13- Comemorar a água podre e todos os impostos, queimadas, mentiras e sequestros
14- Nosso castelo de cartas marcadas, o trabalho escravo,
15- Nosso pequeno universo
16- Toda a hipocrisia e toda afetação, todo roubo e toda a indiferença
17- Vamos celebrar epidemias, é a festa da torcida campeã!
18- Vamos celebrar a fome, não ter a quem ouvir, não se ter a quem amar
19- Vamos alimentar o que é maldade, vamos machucar o coração
20- Vamos celebrar nossa bandeira, nosso passado de absurdos gloriosos,
21- Tudo o que é gratuito e feio. Tudo o que é normal
22- Vamos cantar juntos o hino nacional. A lágrima é verdadeira
23- Vamos celebrar nossa saudade e comemorar a nossa solidão
24- Vamos festejar a inveja, a intolerância e a incompreensão
25- Vamos festejar a violência e esquecer a nossa gente
26- Que trabalhou honestamente a vida inteira, e que agora não tem mais direito a nada
27- Vamos celebrar a aberração de toda a nossa falta de bom senso
28- Nosso descaso por educação
29- Vamos celebrar o horror de tudo isto com festa, velório e caixão
30- Está tudo morto e enterrado agora, já que também podemos celebrar
31- a estupidez de quem cantou esta canção!
32- Venha, meu coração está com pressa, quando a esperança está dispersa,
33- Só a verdade me liberta. Chega de maldade e de ilusão
34- venha, o amor tem sempre a porta aberta, e vem chegando a primavera
35- Nosso futuro recomeça
36- Venha, que o que vem é a perfeição.

QUESTÕES:

(1) Escolha palavras ou expressões do texto que caracterizem:
a- o modo de vida no Egito antigo (3 palavras ou expressões)
b- o sistema romano no auge da expansão do Império (4 palavras ou expressões)
c- o sistema feudal entre os séculos V e XV (4 termos)
d- o sistema sócio-econômico do Brasil no período colonial (3 termos), na República Velha (3 termos) e nos dias de hoje (3 termos)
e- o período entre-guerras "mundiais" (2 termos)

(2) Na linha 7 aparecem nomes de divindades:
a- em que civilização(ões) elas eram cultuadas?
b- quais as características principais de cada deidade?

(3) A linha 20 afirma que nosso passado possui "absurdos gloriosos". Cite dois "absurdos" da história brasileira.

(4) Na linha 4, afirma-se que nosso Estado "não é Nação":
a- Qual(is) a(s) diferença(s) entre Estado e Nação?
b- Você concorda com a afirmação?
c- Explique por que as Monarquias que se formaram do final da Idade Média para início da Moderna são consideradas "Estados Nacionais" e cite 5 dos mais influentes desses Estados no período.

(5) A linha 14 faz referência ao trabalho escravo:
a- Quais as principais formas de trabalho da História Ocidental (Antiguidade, Idade Média, Idade Moderna e Idade Contemporânea)?
b- Na Idade Antiga, quais eram os modos de um indivíduo se tornar escravo? E no período do Brasil Colônia?

 Lembrando que o Uga é André Ribeiro,
aquele professor gigante das aulas do pré-vestibular

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Colaboração
Consultoria Acadêmica

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GUERRA DO PARAGUAI  (HISTORIA) escrito em quarta 04 julho 2007 03:05

A MAIOR GUERRA

DA HISTÓRIA

DA AMÉRICA DO SUL 

Também conhecida como a Guerra da Tríplice Aliança (Brasil, Argentina e Uruguai).

Contexto

Brasil -

2º Reinado

D. Pedro II

de 23/07/1840 a 15/11/1889

Intensamente vinculados à Europa, em particular à Inglaterra.

Aliado dos colorados que faziam oposição aos blancos no Uruguai.

Argentina

Ditadura

Juan Manuel Rosas

Intensamente vinculados à Europa, em particular à Inglaterra.

Paraguai

Isolado submetido às ditaduras de:

José Gaspar Rodríguez Francia

1814-1840

- cortou relações diplomáticas e comerciais com os outros países, com exceção do Brasil, e proibiu a imigração e a emigração;

- proibiu a imigração e a emigração;

- procurou a auto-suficiência baseada na agricultura e na indústria artesanal.

Carlos Antonio López

1840-1862 e

- Pai e filho. Abriram o país ao comércio exterior e trouxeram imigrantes e técnicos estrangeiros

- Quando o Paraguai ensaiou uma abertura se integrar no comércio mundial, o ditador argentino Rosas lhe impôs o bloqueio econômico. Começaram, então, os problemas de fronteira, e Carlos López “dedica-se à criação de um bem-adestrado exército, preparado por oficiais alemães e equipado com armamentos europeus”.

Francisco Solano López

1862-1870

Uruguai

Atanasio Aguirre

 

Do partido blanco, hostilizado pelo governo imperial brasileiro, sob o argumento de que os blancos não tomavam providências em favor dos brasileiros ali residentes, alegando que estes sofriam prejuízos e eram despojados de seus bens.

 Cronologia

1864

16 de

Out.

 

- o Brasil, aliado aos colorados, invade o Uruguai e, em questão de meses derrota Atanasio Aguirre;

- aliados aos blancos, o Paraguai declara guerra contra o Brasil;

Dez.

- tropas paraguaias invadem o Mato Grosso e tomam a cidade de Dourados;

1865

Abr.

- como os argentinos que não permitem a travessia de tropas paraguaias em suas terras, para que o Uruguai invadisse o Rio Grande do Sul. Solano López declara guerra contra a Argentina e invade a província de Corrientes.

13 de

Jun.

- o exército brasileiro contra-ataca e retoma Corumbá.

11 de Jun.

- os aliados avançam pelo Rio da Prata em direção ao Paraguai. Ocorre, então, a mais importante batalha naval da guerra, a Batalha de Riachuelo.

- a marinha brasileira destrói a esquadra paraguaia e institui um bloqueio ao país de Solano López

Jun. /Set.

- as tropas paraguaias atravessam Misiones e invadem o rio grande do Sul;

- chegam a São Borja a Itaqui;

Out.

- as tropas da Tríplice Aliança avançam a partir de Concórdia, na Argentina, obrigando o exército paraguaio a recuar cada vez mais, até a retomada de Corrientes;

- ao recuperar seu território, o governo argentino retira a maioria das tropas de combate, deixando o Exército brasileiro praticamente sozinho;

Nov.

- as tropas paraguaias são barradas em Uruguaiana;

- o coronel Estigarrida se rende aos presidentes argentino Bartolomé Mitre e uruguaio Venancio Flores, e ao Imperador D. Pedro II;

Dez

- novas derrotas paraguaias com a chegada das tropas brasileiras de Coxim e depois de Miranda;

1866/1867

24 de Maio

- os brasileiros invadem o Paraguai, na primeira grande batalha terrestre da guerra. A Batalha de Tuiuti, logo acima da confluência dos rios Paraná e Paraguai, estabelecendo, ali, o seu quartel general.

Set.

1866 a Nov.

1867

- tropas brasileiras começam a se movimentar para o norte até Curupaity, lá sofrem a maior derrota de toda a guerra;

- conseguem manter quartel-general em Tuiuti, que é atacado novamente pelos paraguaios;

1867

Jan.

- os brasileiros também avançam pelo norte: partem de Miranda e tomam Nioaque, em Mato Grosso;

Maio

- os brasileiros avançam ainda mais e ocorre a Retirada da Laguna;

1868/1869

Fev.

1868

a Jan. 1869

- os brasileiros tomaram a fortaleza fluvial de Humaitá, bloqueando o acesso ao rio Paraguai e à capital paraguaia, Assunção;

- as tropas comandadas pelo marquês de Caxias (futuro duque) se prepararam para a dezembrada, período em que tomaram as cidades paraguaias: Itororó, Avaí, Lomas Valentinas, Angostura e ocuparam Assunção;

- Solano Lopez consegue fugir do cerco e reorganiza suas tropas na cordilheira a leste de Assunção;

- Solano dá início a uma guerra de guerrilha, embora limitada, é bem sucedida durante quase um ano;

1870

Fev.

- as tropas paraguaias são massacradas em Campo Grande. Solano Lopez escapa mais uma vez, sendo perseguido de perto pelos brasileiros;

01 de

Maio.

- Solano López é encurralado e morto em Cerro Corá.

- a guerra do Paraguai chega ao fim.

 

Em 24 de maio de 1865, na batalha de Tuiuti, eram 35.000 aliados contra 23.000 homens de López. As baixas foram de 12.000, cerca de 6.000 paraguaios e de 3.000 brasileiros.

Em setembro do mesmo ano, Mitre tentou tomar de assalto a fortaleza de Curupaiti, sem sucesso, o maior desastre de toda a campanha aliada, quando perderam as esperanças de tomar a capital em curto prazo: morreram apenas 100 paraguaios contra 9.000 dos aliados.

Só em 1868 os paraguaios começam a ceder, após cair Curupaiti e Humaitá.

Pode-se dizer que o Paraguai tinha no início da Guerra quase 800 mil habitantes. Morreram cerca de 600 mil, restando uma população de menos de 200 mil pessoas, das quais apenas cerca de 15.000 era do sexo masculino e, destes, cerca de 2/3 tinham menos de 10 anos de idade.

Do lado dos aliados, também se registrou tragédias: a Coluna dos Voluntários da Pátria que partiu do Rio de Janeiro em abril de 1865, com cerca de 3.000 homens, levou dois anos para percorrer 2.112 quilômetros. No trajeto, 1/3 do contingente se perdeu devido a febres e fome.

No final, após a retirada de Laguna, os aliados foram ainda atacados por uma epidemia de cólera.

Baseado em texto de Carlos Guilherme Mota - Mackenzie
e www.klickeducacao.com.br

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Consultoria Acadêmica

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Bastidores da História do Brasil  (HISTORIA) escrito em quarta 04 julho 2007 17:28


O massacre do Cerro de Porongos
Uma promessa de liberdade em vão

Extraído de: Ana Paula Comin de Carvalho

Apesar de omitidos pela maior parte da historiografia tradicional, os negros desempenharam papel fundamental para as forças rebeldes farroupilhas durante o conflito com o Império. Estima-se que eles tenham, durante essa revolução, composto de um terço à metade do exército rebelde.

Eles foram integrados às fileiras farroupilhas em duas divisões, uma de cavalaria e outra de infantaria, criadas respectivamente em 12 de setembro de 1836 e em 31 de agosto de 1838, denominadas de Corpos de Lanceiros Negros, sendo compostas por negros livres e escravos libertados pela República sob a promessa de lutarem nas fileiras de seu exército.

Antes mesmo da criação desses corpos, os negros já haviam desempenhado destacado papel em conflitos como a tomada de Porto Alegre, em setembro de 1835, e de Pelotas, em abril do ano seguinte.

Negros livres e alforriados, juntamente com índios, mestiços e escravos fugidos do Uruguai contribuíram com a causa farroupilha não somente como soldados, mas também trabalhando como tropeiros, mensageiros, campeiros, na fabricação de pólvora e nas plantações de fumo e erva-mate cultivadas pelos rebeldes.

Na madrugada de 14 de novembro de 1844, no Cerro de Porongos, então município de Piratini, atualmente pertencente à cidade de Pinheiro Machado, ao sul do estado do Rio Grande do Sul, parte de um dos corpos de lanceiros negros foi dizimada pelas tropas imperiais. Esse episódio recebeu diversas denominações: “Surpresa”, “Batalha”, “Massacre” ou, ainda, “Traição de Porongos”.

A morte dos guerreiros negros nesse evento gerou uma acalorada controvérsia entre os historiadores e estudiosos que se debruçaram sobre o tema da Revolução Farroupilha que tem continuidade até os dias de hoje.

Texto de: Ana Paula Comin de Carvalho.
Em: http://www.revistas.ufg.br/index.php/fchf/article/viewFile/1018/1214

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Lanceiros Negros 
Texto de O Boletim Eletrônico NEPAE - NESEN (BNN)

Na madrugada de 14 de novembro de 1844, iniciava o massacre de 600 a 700 negros que engrossaram as fileiras do Exército Farroupilha com a promessa de liberdade.

Numa carta do barão de Caxias destinada ao coronel Francisco Pedro de Abreu foram dadas as ordens para o genocídio.

"No conflito poupe o sangue brasileiro quanto puder, particularmente da gente branca da Província ou índios, pois bem sabe que essa pobre gente ainda pode ser útil no futuro", registra o documento.

No acampamento, o general Davi Canabarro ordenava naquela noite o desarmamento dos Lanceiros Negros sob a alegação de um suposto motim. Sem a oportunidade de defesa, o grupo foi exterminado pelas tropas imperiais.

Era a Surpresa de Porongos, que há décadas vem sendo discutida pelo movimento negro e agora passa a ser reescrita na história oficial.

Fonte: Afronotícias no. 203,
in:
O Boletim Eletrônico NEPAE - NESEN (BNN),
v. 6, n. 72, 19/11 a 04/12/2004.

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O documento
Capturado de: Boletim Semanal do Sintrajufe RS
nº 197, de 23 de set. a 7 de out. de 2004.

Carta de Porongos


A “Carta de Porongos”, que se encontra no Arquivo Histórico do RS e foi reproduzida no www.gtnegros.org. O documento enviado pelo então barão Caxias ao general David Canabarro em tese comprova a traição aos lanceiros negros, ocorrida na Batalha no Cerro de Porongos durante a Revolução Farroupilha. Fonte: www.sintrajufe.org.br/.../132/tliga_197.htm

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Porongos: surpresa ou massacre?
Texto de: Diário Popular Via Internet

O Cerro dos Porongos é um lugar pálido em setembro, quando os campos estão desbotados pelo inverno e o gado está espalhado, dividido em pequenos grupos nos poucos lugares onde o pasto surge mais úmido.

Do alto da colina é possível enxergar os campos que se estendem até onde a vista alcança. Na madrugada de 14 de novembro de 1844, entretanto, a sentinela das tropas farrapas não percebeu o avanço da cavalaria do coronel Francisco Pedro de Abreu, o Moringue. Antes que a manhã acabasse, o acampamento havia sido dizimado e os corpos de cem farrapos — 80 deles integrantes do 1º Corpo de Lanceiros Negros — recobriam o cerro e os campos a sua volta.

O combate de Porongos é, talvez, a história mais controversa de toda a Revolução Farroupilha. Até hoje historiadores e pesquisadores tentam responder se houve ou não traição nas coxilhas de Pinheiro Machado. O grupo que defende a tese da não-traição refere-se ao episódio como “A Surpresa de Porongos”. Enquanto os que acreditam que o general David Canabarro entregou intencionalmente seus lanceiros às espadas de Moringue, chamam o combate de “O Massacre de Porongos”.

O COMBATE

Comandantes:
Bento Gonçalves (F)     x    Soares Paiva (I)
Farroupilhas                 x    Imperiais
Mortos: 100
Feridos: 4
Prisioneiros: 0

Diário Popular Via Internet, A Revolução: 1835. Disponível em: http://www.diariopopular.com.br/farrapo/pag5.html

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Memorial dos Lanceiros Negros

 A conscientização da nossa história, a admissão
e a manifestação de cada um de nós sobre o ocorrido 
são fatores importantes para que sigamos em frente de forma saudável.

O Concurso Público Nacional de Arquitetura para Monumento em Porto Alegre, em abril de 2006, concedeu o título de menção honrosa ao projeto paulista dos arquitetos Candi Hirano, Dani Hirano, Danilo Ribeiro Cardoso Terra e Juliana Assali Terra, recebeu  , no Concurso Nacional Lanceiros Negros.


Menção honrosa

O principal objetivo do projeto para o Memorial dos Lanceiros Negros, foi conceituar a diáspora histórica na correção ética e na verdadeira magnitude da civilização contemporânea.

Os arquitetos que acreditam ser necessária a redenção dos Lanceiros Negros perante a consciência nacional e universal, tomaram esse fato como meta para o seu trabalho.

“Sintetizar numa unidade as diferentes escalas e contextos é um desafio e privilégio para a Arquitetura. O Cerro de Porongos foi o epicentro dos episódios derradeiros da Revolução Farroupilha cuja traição e massacre necessita de urgente reparação em tributo aos afro-descendentes e a todos os movimentos sociais, de justiça e direitos humanos — um libelo pela Liberdade”*.

 O primeiro colocado do concurso foi o projeto de outra equipe paulista liderada pelo arquiteto Euclides de Oliveira e formada pelo paisagista Sidney Linhares e pelos arquitetos Dante Furlan e Carolina de Carvalho.


1º colocado

* www.vitruvius.com.br/.../inst138/inst138_04.asp

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