Antônio
Francisco Lisboa dito o Aleijadinho (1738-1814), São
Joaquim, Primeiros
anos do século XIX, Madeira (cedro) dourada
policromada, Museu Arquidiocesano
de Arte Sacra de Mariana, Minas Gerais, in: Revista
Psicanálise&Barroco nº10,
disponível em:
http://www.psicanaliseebarroco.pro.br/
Antônio Francisco Lisboa,
o Aleijadinho.

Antônio Francisco Lisboa dito
Aleijadinho (1738-1814),
Santa Luzia, madeira dourada policromada, col. Renato de Almeida
Whitaker,
São Paulo, S.P., in: Revista
Psicanálise&Barroco nº10, disponível em:
http://www.psicanaliseebarroco.pro.br/
O MESTRE DO
BARROCO BRASILEIRO

Aleijadinho’s The Scourging of Jesus in
a series on the Passion
in the basilica at Congonhas in Minas Gerais.
Em: Americas - The Toynbee convector
Uma das maiores expressões do barroco no
mundo
é o artista mineiro que os brasileiros chamam
(pejorativamente) de Aleijadinho.
Alguns duvidam que ele tenha existido,
mas a sua obra é bastante real.

Profeta Abdias, em Congonhas do Campo, Minas
Gerais.
Foto: Beto Novaes/Estado de Minas
O texto a seguir
foi adaptado
do
site:
http://www.aleijadinho.com
Nascimento e dúvidas sobre a existência do Mestre
Antônio Francisco Lisboa (1738-1777?), conhecido por Aleijadinho por causa da doença que sofreu e o deformou sem piedade, nasceu dia 29 de Agosto de 1730.

One of the Twelve Prophets, soapstone
sculpture by Aleijadinho,
outside the church of Bom Jesús de Matozinhos
(1757–77),
in Congonhas do Campo, Brazil.
Em: www.britannica.com/
Izabel, mãe de Aleijadinho deu a luz no bairro do Bom Sucesso, na cidade de Ouro Preto, antiga capital da Província de Minas Gerais.
Filho natural de Manuel Francisco Lisboa, arquiteto
português, e de Izabel, uma pobre escrava
africana:
"...nesta Igreja de Nossa Senhora da Conceição com licença minha baptizou o Rdo. Pe. João de Brito a António, fo. de Izabel, escrava de Manoel Francisco da Costa de Bom Sucesso..."
O nome do pai de Aleijadinho aparece, na Certidão, grafado Manoel Francisco da Costa.

Igreja Nossa Senhora do Carmo , que era
freqüentada pela aristocracia
de Vila Rica. O projeto inicial é de Manoel Francisco
Lisboa,
pai de Aleijadinho, posteriormente modificado pelo
filho.
Sua construção ocorreu entre 1766 e 1772.
Fonte: http://www.ouropreto.org.br/
Historiógrafos, como Rodrigo José Ferreira Bretas (1858), afirmam que são nomes pertencentes à mesma pessoa.

Antônio Francisco Lisboa dito
Aleijadinho ( 1738- 1814), Santana Mestra,
madeira dourada policromada, roveniente da Capela de N.S. do Pilar,
Sabará,
Museu do Ó de Sabará, Minas Gerais. in: Revista
Psicanálise&Barroco nº10,
disponível em:
http://www.psicanaliseebarroco.pro.br/
Feu de Carvalho, autor do "Ementário da História de
Minas" não aceita erros em qualquer documento da
época. Argumenta que se o pai do Aleijadinho tivesse da
Costa no nome, o Procurador da Câmara jamais
consentiria que num contrato ele apenas assinasse parte do seu
nome. Afirma que em nenhum documento há uma assinatura com
da Costa. Todos estão assinados como Manuel Francisco
Lisboa.
Por causa deste fato muitos historiógrafos e a Igreja negam
a existência do Aleijadinho.
Momento histórico em que viveu Antônio Francisco Lisboa
Nos primeiros anos de vida, Antônio (Aleijadinho) deve ter tido conhecimento das perversidades do governador luso, D. Pedro de Almeida.
Este autocrata, Conde de Assumar, decretou a
destruição das choupanas de adôbe situadas no
Morro de Ouro Podre, local onde se refugiavam os escravos do
Mestre-de-campo, Pascoal da Silva Guimarães.
Antônio, na adolescência, pode entender as velhas rivalidades entre taubateanos e outros paulistas. Sentiu na própria pele a mesquinhez do Governador D. Luiz da Cunha Menezes.
Soube das sangrentas lutas dos habitantes de São Paulo com os emboabas.

Pintura representando a Guerra dos
Emboabas,
anônimo, século XVIII, Bahia.
Observou o descontentamento, cada vez maior, pela cobrança
dos "quintos", taxas obrigatórias que a Colônia tinha
de pagar ao Reino. Uma condição intolerável
já que os fecundíssimos veios auríferos se
exauriam.
Os interesses da Metrópole ligados às jazidas determinaram a mudança do Governo Geral para o Rio de Janeiro porque esta medida era mais conveniente do que a defesa da Colônia do Sacramento, localizada à margem esquerda do Rio da Prata.
E assim também se deslocou do sul em direção ao centro a economia brasileira da época.
Sacerdotes de diversas ordens conseguiam licença para esmolar nas Minas onde arrecadavam grandes quantidades de ouro, início do esplendor dos conventos sob o trabalho escravo.

Altar da Igreja São Francisco de
Assis, uma das mais importantes de Ouro Preto
e uma das mais conhecidas do Brasil. Construída em 1766,
é considerada
uma das maiores obras do escultor e arquiteto
Aleijadinho.
Descontentamentos, roubos, crimes, disputas entre ordens,
mineradores, aventureiros e perseguições não
impediram a prosperidade de Vila Rica de Nossa Senhora do Pilar de
Albuquerque, nome dado pelo Governador Antônio de Albuquerque
à região descoberta.
São Jorge. Escultura
de Aleijadinho que desfilava sobre um cavalo pelas
ruas de Ouro Preto, nas procissões de Corpus Cristi no final
do século XVIII.
Se encontra no Museu da Inconfidência, em Ouro
Preto.
Há de se ter muito cuidado em atribuir a Aleijadinho a autoria de tantas obras de arte.
Em cada gênero talhado pelo Mestre há diversas características próprias de seu risco: proporções, marcas de golpes do cinzel, número de dobras nas vestimentas.
Aleijadinho não foi o único "santeiro", abridor de
cunhos, escultor, projetista, empreiteiro de sua época,
houve também Antônio Francisco Pombal, Domingos
Marques, João Gomes Batista,
José Coelho de Noronha, José Fernandes Pinto de
Alpoim, Felipe Vieira, Manuel Rodrigues Coelho, Antônio
Coelho da Fonseca, Pedro Gomes Chaves. E também: Francisco de Lima Cerqueira,
Viricimo Vieira da Mota, além do próprio pai de
Aleijadinho, Manuel Francisco Lisboa e do Mestre Valentim da
Fonseca e Silva.

Imagens de São Simão Stock e
São Simão da Cruz, de Aleijadinho
Essas a seguir são as obras, com algumas ressalvas,
atribuídas ao Mestre Aleijadinho:

Igreja Nosa Senhora do Carmo, em Sao Joao Del
Rei.
a) planta da Igreja de São Francisco de Assis, talha e escultura do frontispício, os dois púlpitos, o chafariz da sacristia, imagens das três pessoas da Santíssima Trindade, anjos do altar-mor;
Igreja Nossa Senhora das Merces, em Sao Joao Del Rei.O projeto da construção arredondada é de Aleijadinho, mas posteriomente o mestre-de-obras Francisco de Lima Siqueira introduziu várias modificações. De autoria de Aleijadinho são os belíssimos entalhes de pedra da fachada, o projeto dos retábulos e a imagem de São João Evangelista na sacristia. Os altares laterais estão na cor natural porque o ouro já rareava quando foram terminados, e um imenso lustre de cristal Baccarat ilumina a nave, deste que é considerada um dos mais importantes monumentos religiosos do país.
b) obras da Igreja de Nossa Senhora do Carmo;
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Igreja Nosa Senhora do Carmo, em Sao Joao Del Rei.
Igreja São Francisco de Assis e
Nossa Senhora do Carmo, em Mariana.
c) obras na Capela de São Miguel e Almas, ou Bom Jesus das Cabeças.
Nos arquivos e livros das ordens religiosas (Franciscana, Carmelita, Beneditina) e das paróquias estabelecidas em Ouro Preto encontramos diversos recibos de trabalhos artísticos passados por Aleijadinho.
E sob os argumentos sustentados nestes recibos é
atribuída ao Mestre a autoria de centenas de obras em toda
Gerais.

Nossa Senhora das Dores: Obra de
Aleijadinho
Invenção do governo
Vargas?
Texto de Jair Ratter
O pesquisador paulista Dalton Sala acredita que Aleijadinho foi uma invenção do governo Getúlio Vargas. Para Sala, o Mestre é um mito criado para a construção da identidade nacional — um protótipo do brasileiro típico: "mestiço, torturado, doente, angustiado, capaz de superar as deficiências por meio da criatividade".
Segundo o pesquisador, nunca ficou provado textualmente que uma
pessoa chamada Antônio Francisco Lisboa, conhecida como
Aleijadinho, tivesse feito todas as obras que lhe foram
atribuídas. Sala atribui a construção do mito
Aleijadinho a uma necessidade política e ideológica
da ditadura Vargas.
"Criado duas semanas depois do golpe de 1937, o SPHAN -
Serviço de Patrimônio Histórico e
Artístico Nacional tinha como meta colaborar na
construção de uma identidade nacional".
Sala ainda afirma que a criação dessa identidade
baseou-se em dois grandes mitos: Aleijadinho e Tiradentes porque a
figura de Aleijadinho faz coincidir um processo de autonomia
cultural com um processo de autonomia política,
personificado em Tiradentes.

Detalhe de O cristo do Carregamento
da Cruz, madeira policromada,
por Aleijadinho, do Santuário de Bom Jesus de Matosinhos,
Congonhas, MG.
O pesquisador diz que o mito Aleijadinho, de origem duvidosa, já existia antes de Vargas. Foi apenas aproveitado pelo Estado Novo.

Imagem de São Francisco de Paula, de
Aleijadinho
(museu do Aleijadinho, em Ouro Preto)
Em 1858, Rodrigo José Ferreira Bretas publicou no 'Correio Oficial' de Minas que havia achado um livro datado de 1790, com a história de Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho.
"Acontece que esse livro, chamado 'Livro de registros de fatos notáveis da cidade de Mariana', nunca foi visto por ninguém", diz Sala.
O paulista conclui sua teoria afirmando que em 1989, o historiador de Arte Germain Basin, disse-lhe que foi pressionado pelo ex-presidente do SPHAN, Rodrigo Melo Franco de Andrade, e pelo arquiteto Lúcio Costa para emitir parecer atribuindo a Aleijadinho a autoria de obras.
Acróstico prova a existência do Santo-bruxo, tombado
Aleijadinho transcende aos rococós e motivos do barroco mineiro que, carregados de ironia, faz de sua iconografia a enunciação de significados profanos.
Não fosse verdadeira essa afirmação fica pelo
menos a dúvida uma vez que o padre Júlio
Engrácia, administrador do Santuário de Congonhas do
Campo, no começo do século XX, tentou eliminar as
obras de Aleijadinho.
Contra aqueles que negaram ou ainda negam a sua
existência o Mestre Lisboa montou um
acróstico.
As iniciais dos Profetas Abdias, Baruc, Ezequiel, Jonas, Jeremias,
Amós, Daniel, Joel, Nahum, Habacuc, Oséias e
Isaías montam o nome como era conhecido:
Aleijadinho.
Bastariam 11 letras. O Mestre além de utilizar as iniciais
de Jonas e Joel (o jota tônico tem som de "i"), usa o "i" de
Isaías, para homenagear sua mãe, escrava Izabel, de
propriedade de seu pai, Manoel Francisco Lisboa.
Ao todo são 12 Profetas: 4 Maiores, 7 Menores e 1 Escriba, Baruc (Berk-yah) que quer dizer Louvado, pois não há Profeta com a inicial L.
Aleijadinho estava além da alegoria, do telúrico, e já passeava pelo Mundo da Criação 200 anos da ciência ter chegado perto da interpretação do Universo.
Nesta audácia, transgride com o seu cinzel. Deixa impresso na arte os momentos e estados da Alma que morria em vida.
Conseguir ver e refletir sobre as mensagens deixadas pelo Mestre é uma conquista sem limites da capacidade criadora que transcende à compreensão dos homens de razão. Só entenderá as mensagens aquele que possuir Alma.
Um grito de libertação: independência ou morte!
Baruc é um escriba entre os Profetas, como Critilo foi o autor das Cartas Chilenas. Ambos, Aleijadinho e Gonzaga, foram perseguidos, oprimidos e possuíam desejos de libertação.
O reforço desta ligação com os Inconfidentes está no conhecimento que possuía sobre a Escola Maçônica que tanto destaca em suas arquiteturas, nos gestos dos Profetas e nos motivos de suas indumentárias.
Sem culpa pela profanação ou medo de castigos, Aleijadinho criou o Adro: um lamento coletivo.
Peregrinos se apresentam diante do Bom Jesus arrependidos de suas culpas. Parece que todo o sofrimento humano flui para lá.
A pedra-fria-sabão naquele conjunto parece disposta a ouvir e a compartilhar dos sofrimentos da humanidade além de "fazer" as advertências que o próprio colóquio dos Profetas nos impõe.
Morrendo em vida mas com sua Vontade viva encontrou o Verbo Perfeito, o Absoluto, que se revelou pela força da palavra e que deu a esta palavra um sentido igual a si mesma: "passagem".
Com os 12 Profetas (1+2=3, o triângulo, a primeira figura perfeita) somou com ele 13 — a presença da Inteligência trabalhando diretamente ligada à Unidade produzindo uma total varredura de coisas negativas para ressuscitar as positivas, um Novo Ciclo, a Ressurreição.
Aleijadinho deixou para a humanidade muito mais do que sinais, símbolos ou representações da Cabala. Obrigado por ter deixado tanta informação que, depois de quase 200 anos em silêncio, nós hoje podemos entender e ouvir o seu grito de Libertação: — Independência ou morte!
Aleijadinho: se uma invenção, e daí?
Texto de Ivo Lucchesi
Sem o propósito deliberado de firmar polêmica sobre o tema cuja origem remete à pesquisa de Dalton Sala, segundo quem a autoria das belas esculturas não pertenceria à figura de Antonio Francisco Lisboa (Aleijadinho), interessa-me o fato de enfocar a questão por outro ângulo: a autonomia da arte e a verdade.
Afirmam os positivistas que, contra os fatos, não há argumentos. Já os jornalistas consideram serem mais importantes que os fatos suas possíveis versões. Por fim, os semiólogos julgam estar, acima dos fatos e das versões, a interpretação. Confesso-me inclinado a ser parceiro da terceira vertente, principalmente quando o objeto de discussão envolve a arte.
Aflige o ser humano o fantasma da verdade e da mentira. Há uma irrefreável tentação no sentido de se aprisionar o sentido sobre todas as coisas. Parece-nos que, quando o conseguimos, tornamo-nos menos inseguros e mais fortes. O problema, porém, é que a arte, embora se origine da substância do mundo, não comporta a contaminação do que é mundano.
Por outra via, deseja-se afirmar que o mundano não serve para se tentar extrair a verdade da arte. A arte desliza no tempo-espaço em regime de plena liberdade, o que possibilita que seus conteúdo e forma se reatualizem, à luz das transformações.
É isto que explica o fato de uma obra concebida no
século V de Péricles, a exemplo da tragédia
Édipo Rei, prestar-se como desafio à
compreensão de fenômenos contemporâneos. Nada a
alterará se, num futuro qualquer, alguém encontrar um
documento no qual figure que a autoria da peça não
é de Sófocles. O que foi criado artisticamente
haverá de continuar seguindo seu próprio caminho. O
resto fica por conta da "fofoca histórica". E
fim.
Louve-se o espírito diligente do pesquisador Sala. Todavia,
sua contribuição, se correta o for, apenas
imporá pequenas alterações no campo da
informação. Em nada, o conjunto de signos a
configurar a estética presente em Congonhas do Campo
sofrerá qualquer abalo. Ali está consignado um modo
de apreender o real na sua dimensão mais profunda acerca das
dores do mundo, de suas tensões, de sua beleza, de suas
contradições. Enfim, uma visão de contrastes
na mais profunda estetização barroca.
É preciso ainda ressaltar que, em tempos mais antigos, a autoria de qualquer obra era um dado inexpressivo, sujeito a circunstâncias das mais diversificadas. A autoria, como hoje a conhecemos, deriva de uma construção narcisista e patrimonial do imaginário burguês, diante de sua doentia aspiração à eternidade e ao lucro.
A obra escultural de Aleijadinho (ou de quem tenha sido) está fora de quaisquer contaminações ocasionais.
Como arte, nada do que sobre ela se venha a descobrir, ou a encobrir, a atingirá. E é apenas na condição de criação artística que as esculturas adquirem real e perene interesse.
No mais, são curiosidades, bisbilhiotices de alcova ou de
gabinetes, ou seja, tudo aquilo que é menor, mesquinho,
simplório, apequenado. Tudo que é recusado e ignorado
pela arte. Restabelecer ou ratificar a "verdade autoral" a respeito
da obra de arte sinaliza o uso de um olhar estrábico que
tende a ver o mundo por um viés torto.
O BARROCO
O termo barroco quer dizer: pérola irregular.
Esse estilo surgiu na Itália, no final do século dezesseis, como uma nova expressão artística influenciada pelas questões do Concílio de Trento que incentivou ações voltadas para a reconquista católica no centro da Europa.
O Barroco foi um período estilístico e filosófico da História da sociedade ocidental, ocorrido durante os séculos XVI e XVII (Europa) e XVII e XVIII (América), inspirado no fervor religioso e na passionalidade. Para o Brasil, foi trazido no século dezoito pelos colonizadores espanhóis e portugueses, ambos os países que até hoje são muito católicos.
Trata-se de uma forma de arte emocional caracterizada por grandes dimensões, riqueza das formas e excesso de enfeites. O termo Barroco é sinônimo de exagero, extravagância, irregularidade, pois na expressão barroca há a intenção de comover as pessoas, de exaltar os sentimentos.
São artistas famosos do Barroco:
Na pintura
Caravaggio (Itália)
Rembrandt (Holanda)
Velázquez (Espanha)
Athaide (Brasil)
Na
escultura
Aleijadinho (Brasil)
Bernni (Itália)
Na música
Bach (Alemanha), Vivaldi (Itália), Jean-Baptiste Lully (França).
Há obras barrocas em várias cidades do Brasil como, por exemplo, Recife, Salvador, Ouro Preto, Congonhas do Campo, Rio de Janeiro.
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