MACHADO DE ASSIS: em exposição  (ATUALIDADES) escrito em quarta 16 julho 2008 17:54

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EXPOSIÇÃO


Machado de Assis:

 

"mas este

 

capítulo

 

não é sério"

 

 

Onde:


Museu da Língua Portuguesa


Praça da Luz - Fone: 11 3326-0775

Quando:


De 15/7 a 26/10, das 10h às 17h

Quanto:


De terça a domingo, R$ 4,00

Estudantes


Pagam meia

Crianças até 10 anos e


pessoas com mais de 60 anos


A entrada é gratuita

Aos sábados


A entrada é gratuita para todos

O Museu da Língua Portuguesa quer colocar você dentro da obra de Machado de Assis, em um ambiente que simula um livro dividido em capítulos que permite que você passeie pela vida e a obra desse escritor brasileiro de suma importância.

A exposição "Machado de Assis: 'mas este capítulo não é sério'" estreou na terça-feira, dia 14 de julho de 2008, no Museu da Língua Portuguesa, e apresenta vídeos, áudios, documentos, manuscritos e grandes painéis com fotos sobre a vida do autor.

A idéia é "desmedalhonizar" Machado", diz Cacá Machado, um dos curadores da exposição.

Eduardo Simões, da Folha Online, explica que exposição é dividida em capítulos cujos nomes se referem à obra; o prólogo, de nome "Um Homem Célebre", pode ser observado em uma sala do século 19, com um piano de cauda, de onde se ouve uma trilha sonora machadiana, com polcas, maxixes, Villa-Lobos etc.; em seguida, "Meu Caro Crítico" traz a evolução da crítica à sua obra, em 16 excertos, entre eles, Sílvio Romero (1851-1914) e José Veríssimo (1857-1916), até os anos 60 e adiante, em que se destacam as análises da brasilianista americana Helen Caldwell e dos brasileiros Roberto Schwarz e Alfredo Bosi; a documentação crítica é um dos méritos da exposição, que, por conta de uma mostra que acontece na Academia Brasileira de Letras, tem poucos originais do bruxo do Cosme Velho.

Entre eles, manuscritos do primeiro capítulo de "Esaú e Jacó" e do último capítulo de "Memorial de Aires".

O último capítulo, "Delyrios", traz uma imagem do cortejo fúnebre de Machado, morto em 1908. Em ordem decrescente, apresenta uma cronologia, com momentos como a fundação da ABL até chegar ao que o curador chama de "ferida" racial em sua vida: as menções à sua ascendência negra.

"Aqui estão contrapostos dois textos", diz Simões, "um artigo de José Veríssimo, que o descrevia como um mulato 'grego', 'pelo seu profundo senso de beleza, pela harmonia de sua vida, pela euritmia da sua obra'; e uma carta de Joaquim Nabuco, contrariado com a palavra 'mulato': 'Para mim [Machado] era um branco (...); quando houvesse sangue estranho, isso em nada afetava a sua perfeita caracterização caucásica. Eu pelo menos só vi nele o grego'".

O passeio se encerra no "Largo do Machado", que disponibiliza 400 livros para o público ler recostado em poltronas.

NÃO PERCA!!!

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