IRACEMA: Tópicos, Resumo e Exercícios  (LITERATURA) escrito em domingo 21 outubro 2007 19:34

camucim, câmara cascudo, cearense, colonizador, cristão, enredo, exercicios., guerreiro, iracema, irapuã, josé de alencar, lábios de mel, macejana, mauá, padre, pajé, pitiguara, poti, resumo, tabajara, tapuia, tapuitinga, tupã, unicamp, vestal

Blog de pre-vestibular :SÓ PARA AJUDAR O PESSOAL DO PRÉ-VESTIBULAR, IRACEMA: Tópicos, Resumo e Exercícios

VOLTAR

 

Iracema

 

ENREDO — Por tópicos

1 A partida (Martim, Japi e Moacir)

"onde vai a afouta jangada, que deixa rápida a costa cearense, aberta ao fresco terral a grande vela?"

2 O encontro (Martim e Iracema)

"Rumos suspeito quebra a doce harmonia da sesta. Ergue a virgem os olhos, que o sol não deslumbra; sua vista perturba-se.

Diante dela e todo a contemplá-la, está um guerreiro estranho, se é guerreiro e não algum mau espírito da floresta. Tem nas faces o branco das areias que bordam o mar, nos olhos o azul triste das águas profundas. Ignotas armas e tecidos ignotos cobrem-lhe o corpo. Foi rápido, como o olhar, o gesto de Iracema. A flecha partiu. Gotas de sangue borbulham na face do desconhecido.

De primeiro ímpeto, a mão lesta caiu sobre a cruz da espada; mas sorriu. O moço guerreiro aprendeu na religião de sua mãe, onde a mulher é símbolo de ternura e amor. Sofreu mais d'alma que da ferida.

O sentimento que ele pôs nos olhos e no rosto, não o sei eu. Porém a virgem lançou de si o arco e correu para o guerreiro, sentida da mágoa que causara. A mão que rápida ferira, estancou mais rápida e compassiva o sangue que gotejava. Depois Iracema quebrou a flecha homicida; deu a haste ao desconhecido, guardando consigo a ponta farpada. O Guerreiro falou:

— Quebras comigo a flecha da paz?"

3 Martim, hóspede de Araquém

  • Importante: tema da hospedagem;
  • regras rigorosas;
  • respeito absoluto a elas.

4 Relação amorosa

  • Vestal - religiosidade;
    • "Estrangeiro, Iracema não pode ser tua serva. É ela que guarda o segredo de jurema e o mistério do sonho. Sua mão fabrica para o Pajé a bebida de Tupã."
  • Apaixona-se por Martim;
  • Envolve e seduz o guerreiro branco.

5 Ciúme de Irapuã

  • Apaixonado por Iracema;
  • Ódio por Martim;
  • Desejo de vingança;
  • Obrigado a respeitar a hospitalidade de Araquém.

"— Nunca Iracema daria seu seio, que o espírito de Tupã habita só, ao guerreiro mais vil dos guerreiros tabajaras! Torpe é o morcego porque foge da luz e bebe o sangue da vítima adormecida!...

— Filha de Araquém, não assanha o jaguar! O nome de Irapuã voa mais longe que o goaná do lago, quando sente a chuva além das serras. Que o guerreiro branco venha, e o seio de Iracema se abra para o vencedor.

— O guerreiro branco é hóspede de Araquém. A paz o trouxe aos campos do Ipu, a paz o guarda. Quem ofender o estrangeiro ofende o Pajé."

6 Confrontos

a) Martim X Irapuã

  • Aldeia tabajara: ambiente de revolta;
  • Martim foge, ajudado por Caubi;
  • Irapuã persegue e intercepta o fugitivo;
  • Caubi intercede.

b) Tabajaras X Pitiguaras

  • Irapuã retira-se

7 Guerra

  • Tapuitingas + Irapuâ X pitiguaras;
  • Jacaúna chama Poti e Martim;
  • Martim parte para a guerra.

8 Abandono de Iracema

"[...] Poti refletiu:

— As lágrimas da mulher amolecem o coração do guerreiro, como o orvalho da manhã amolece a terra.

— Meu irmão é grande sabedor. O esposo deve partir sem ver Iracema.

O cristão avançou. Poti mandou-lhe que apressasse: da alijava de setas que Iracema emplumara de penas vermelhas e pretas e suspendera aos ombros do esposo, tirou uma.

O chefe potiguara vibrou o arco; a seta rápida atravessou um goiamum que discorria pelas margens do lago; só parou onde a pluma não a deixou mais entrar.

Fincou o guerreiro no chão a flecha, com a presa atravessada, e tornou para Coatiabo.

— Podes partir. Iracema seguirá teu rasto; chegando aqui, verá tua seta, e obedecerá à tua vontade. Martim sorriu; e quebrando um ramo do maracujá, a flor da lembrança, [...]

— Ele manda que Iracema ande pra trás, como o goiamum, e guarde sua lembrança, como o maracujá guarda sua flor todo o tempo até morrer.

A filha dos tabajaras retraiu os passos lentamente, sem volver o corpo, nem tirar os olhos da seta de seu esposo; depois tornou à cabana. Ali sentada à soleira, com a fronte nos joelhos esperou, até que o sono acalentou a dor de seu peito."

9 Volta de Martim

  • Nascimento de Moacir
  • Sofrimento e morte de Iracema
  • Martim enterra Iracema

"— Recebe o filho de teu sangue. Era tempo; meus seios ingratos já não tinham alimento para dar-lhe! Pousando a criança nos braços paternos; a desventurada mãe desfaleceu [...] O esposo viu então como a dor tinha consumido seu belo corpo; mas a formosura ainda morava nela [...]

Enterra o corpo de tua esposa ao pé do coqueiro que tu amavas. Quando o vento do mar soprar nas folhas, Iracema pensará que é a tua voz que fala entre seus cabelos.

O doce lábio umedeceu para sempre; o último lampejo despediu-se dos olhos baços.

Poti amparou o irmão na grande dor. Martim sentiu quanto um amigo verdadeiro é preciosos na desventura

[...]

O camucim que recebeu o corpo de Iracema, embebido de resinas odoríferas, foi enterrado ao pé do coqueiro, à borda do rio. Martim quebrou um ramo de murta, a folha da tristeza, e deitou-o no jazido de sua esposa. A jandaia pousada no olho da palmeira repetia tristemente: - Iracema!"

10 Canto da Jandaia e nascimento do Ceará

"Desde então os guerreiros potiguaras que passavam perto da cabana abandonada e ouviam ressoar a voz plangente da ave amiga, afastavam-se com a alma cheia de tristeza, do coqueiro onde cantava a jandaia. E foi assim que um dia veio a chamar-se Ceará o rio onde crescia o coqueiro, e os campos onde serpeja o rio."

11 Quatro anos depois...

  • Martim volta com o filho e um padre;
  • Encontro com Poti;
  • Conversão de Poti: batizado católico;
  • Martim, Camarão e Albuquerque partem para Mearim: expulsão do branco tapuia.

"Poti foi o primeiro que ajoelhou aos pés do sagrado lenho; não sofria ele que nada mais o separasse de seu irmão branco. Deviam ter ambos um só deus, como tinham um só coração.

Ele recebeu com batismo o nome do santo, cujo era o dia; e o do rei, a quem ia servir, e sobre is dois o seu, na língua dos novos irmãos. Sua fama cresceu e ainda hoje é o orgulho da terra, onde ele primeiro viu a luz. [...]

Jacaúna veio habitar nos campos da Porangaba pra estar perto de seu amigo branco; Camarão erguera a taba de seus guerreiros nas margens da Macejana.

Era sempre com emoção que o esposo de Iracema revia as plagas onde fora tão feliz, e as verdes folhas a cuja sombra dormia a formosa tabajara.

Muitas vezes ia sentar-se naquelas doces areias, para cismar e acalentar no peito a agra saudade.

A janela cantava ainda no olho do coqueiro; mas não repetia já o mavioso nome de Iracema.

Tudo passa sobre a terra."

Fonte: Aula em vídeo da Unicamp

BREVE RESUMO

Texto de Gizelda Nogueira para o Centro Universitário Barão de Mauá

Dedicatória:

“À Terra Natal - um filho ausente”.

No prólogo da primeira edição, o autor afirma:

“O livro é cearense. Foi imaginado aí, na limpidez desse céu de cristalino azul, e depois vazado no coração cheio de recordações vivazes de uma imaginação virgem. Escrevi-o para ser lido lá, na varanda da casa rústica ou na fresca sombra do pomar, ao doce embalo da rede, entre os murmúrios do vento que crepita na areia ou farfalha nas palmas dos coqueiros”.

Verdes mares bravios da minha terra natal, onde canta a jandaia nas frontes da carnaúba [...].

Verdes mares, que brilhais como líquida esmeralda aos raios do sol nascente, perlongando as alvas praias ensombradas de coqueiros [...]

Onde vai a afouta jangada, que deixa rápida a costa cearense, aberta ao fluxo terral a grande vela? [...]Três entes respiram sobre o frágil lenho que vai singrando veloce, mar em fora.

Um jovem guerreiro cuja tez branca não cora o sangue americano; uma criança e um rafeiro que viram a luz no berço da floresta, e brincam irmãos, filhos ambos da mesma terra selvagem [...].

O capítulo I apresenta a história que vai ser contada, mostrando seu caráter nacionalista e patriótico. É a proposição, onde o autor, numa linguagem excessivamente lírica introduz as personagens, e induz o leitor à construção da natureza, do índio e do enredo que os envolve com o elemento europeu.

A partir do segundo capítulo, a história toma corpo, quando Iracema, índia

Tabajara, inadvertidamente, fere Martim, amigo e protegido dos pitiguaras.

Iracema apaixona-se pelo guerreiro branco e o conduz à tribo, onde Martim defronta-se com Irapuã, chefe que o desafia para um duelo, interrompido por Poti (amigo de Martim), que lidera os pitiguaras num grito de guerra.

Uma noite, Martim pede à Iracema o vinho de Tupã, já que não está conseguindo resistir aos encantos da virgem. O vinho, que provoca alucinações, permitiria que ele, em sua imaginação, possuísse a jovem índia como se fosse realidade. Iracema lhe dá a bebida e, enquanto ele imagina estar sonhando, Iracema “torna-se sua esposa”.

O valor alegórico dessa passagem no faz perceber que ao “possuir” Iracema, Martim está inconsciente. Esse gesto provocará a destruição da virgem, assim como a invasão do Brasil pelos portugueses provocará a destruição da floresta virgem americana. No entanto, assim como Martim não tinha qualquer intenção de provocar a morte de sua amada — o faz por paixão — os destruidores da natureza brasileira o fizeram de forma inconsciente e inconseqüente.

Martim e Iracema escondem-se nas entranhas da terra e amam-se, não obstante o compromisso da virgem vestal (por saber o segredo de jurema - a força da tribo Tabajara).

Os primitivos habitantes das Américas foram grandes detentores do conhecimento das plantas psicoativas empregadas na elaboração de suas bebidas rituais, tal como o vinho da jurema, à base da planta conhecida por jurema (Mimosahostilis Benth), hoje sacralizada nos sistemas de crença afro-brasileiros.

Martim é ameaçado pelo enciumado chefe guerreiro Irapuã, que quer invadir a cabana de Araquém e matá-lo. Apesar da advertência de Araquém de que Tupã puniria quem machucasse seu hóspede, os guerreiros de Irapuã cercam a cabana, que é protegida por Caubi.

É hora de o guerreiro branco partir ao encontro do amigo, Poti.

A tribo é, então, levada por Iracema até o bosque de jurema, onde os guerreiros adormecidos sonham com vitórias futuras, enquanto ela propicia a fuga de Martim e Poti. Ela não revela a Martim que havia se tornado sua esposa, enquanto o iniciava nos mistérios de jurema.

Irapuã persegue os fugitivos, travando-se um combate entre os tabajaras e os pitiguaras, liderados por Jacaúna. Iracema pede a Martim que não mate Caubi, seu irmão, e salva-lhe a vida duas vezes. Por fim os tabajaras, considerando-se vencidos, fogem e deixam Iracema triste e envergonhada.

Os três - Martim, Poti e Iracema - chegam ao território pitiguara, e seguem em visita ao avô de Poti, Batuirité, que denomina Martim de gavião branco e profetiza que os índios serão destruídos pelo homem branco.

Batuirité estava sentado sobre uma das lapas da cascata; o sol ardente caia sobre sua cabeça, nua de cabelos e cheia de rugas como o jenipapo. Assim dorme o jaburu na beira do lago.

- Poti é chegado à cabana do grande Maranguab, pai de jatobá, e trouxe seu irmão branco para ver o maior guerreiro das nações.

O velho soabriu as pesadas pálpebras, e passou do neto ao estrangeiro um olhar baço. Depois o peito arquejou e os lábios murmuraram:

- Tupã quis que esses olhos vissem antes de se apagarem, o gavião branco junto da narceja.

Iracema engravida. Ela e Poti pintam o corpo de Martim, que passa a ser chamado de Coatiabo, o guerreiro pintado. Este, entretanto, passa por crises de grande melancolia, motivadas por saudades da pátria. A força do amigo e o carinho da mulher amada não lhe bastam mais. Ele sente uma atração irresistível pelo horizonte sem fim que se lhe descortina pelo mar.

Poti, então, recebe um mensageiro de Jacaúna, trazendo a notícia de que os franceses haviam se aliado aos tabajaras e de que haveria guerra. Ele e Martim partem para a luta e Iracema fica no litoral, acompanhada de um galho de maracujá, a planta da lembrança, que lhe fora deixada por Martim.

Entristecida pela solidão recebe a visita da jandaia, uma ave que havia sido sua companheira, fora abandonada, e que volta a lhe fazer companhia.

- Iracema! Iracema!

Ergueu ela os olhos e viu entre as folhas da palmeira sua linda jandaia, que batia asas, e arrufava as penas com o prazer de vê-la.

A lembrança da pátria, apagada pelo amor, ressurgissem seu pensamento. Viu os formosos campos do Ipu, as encostas da serra onde nascera, a cabana de Araquém, e teve saudades; mas naquele instante, ainda não se arrependeu de os ter abandonado.

Solitária e saudosa, Iracema tem dificuldade para amamentar o filho e quase não come. Desfalece de tristeza. Martim fica longe de Iracema durante oito luas (oito meses) e, quando volta, encontra Iracema à beira da morte. Ela entrega o filho a Martim, deita-se na rede e morre, consumida pela dor. Poti e Martim enterram-na ao pé do coqueiro, à beira do rio. Segundo Poti: “quando o vento do mar soprar nas folhas, Iracema pensará que é tua voz que fala entre seus cabelos.”

O lugar onde viveram e o rio em que nascera o coqueiro vieram a ser chamados, um dia, pelo nome de Ceará.

Martim partiu das praias do Ceará levando o filho. Alencar comenta: “O primeiro cearense, ainda no berço, emigrava da terra da pátria. Havia aí a predestinação de uma raça?”

O guerreiro branco volta alguns anos depois, acompanhado de outros brancos, inclusive um sacerdote “para plantar a cruz na terra selvagem”.

Era sempre com emoção que o esposo de Iracema revia as plagas onde fora tão feliz, e as verdes folhas a cuja sombra dormia a formosa tabajara.

Muitas vezes ia sentar-se naquelas doces areias, para cismar e acalentar no peito a agra saudade.

A jandaia cantava ainda no olho do coqueiro; mas não repetia já o mavioso nome de Iracema.

Tudo passa sobre a terra.

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

Câmara Cascudo, um nordestino sempre reverenciado pela expressão aguda de sentir os fenômenos culturais da região, referiu-se deste modo ao comentar a identificação nacional com a obra e os personagens de Alencar: ´[...] muito dessa irresistível atração foi o vocabulário de Alencar, o brilho, a musicalidade verbal. A imagem inebriante e soberba para o seu tempo, as graças capitosas da minúcia, da precisão, da habilidade idiomática e mesmo sua sintaxe, as concessões ao sabor local, os neologismos, brasileirismos, enfim a liberdade ousada, aberta, corajosa, ostensiva, em empregar uma técnica que era eminentemente sua e que apaixonou o Brasil inteiro.

"Iracema é, sobretudo, um livro de imagens; José de Alencar organiza uma memória imagética’’, defende o diretor do Museu do Ceará, historiador Régis Lopes. Sob essa tese, está sendo preparada a exposição Edições de Iracema, reunindo cerca de 50 publicações do romance - abertura agendada para o próximo dia 18, com a palestra ‘’Iracema em Cordel’’ (ministrada pelo professor e pesquisador Gilmar de Carvalho) e o relançamento do livro-cordel Iracema a Virgem dos Lábios de Mel (de João Martins, original da primeira metade do século XX). A maior parte do acervo da exposição é do setor de obras raras da Biblioteca Pública Governador Menezes Pimentel. Foco nas imagens, ilustrações dos anos 20 a 90. ‘’Escolhemos o objeto livro para mostrar como Iracema é um livro múltiplo. A forma pela qual se ilustra o romance nos mostra uma Iracema mais romântica, mais moderna, com traços econômicos, uma Iracema que parece que vem de Hollywood [...]”, aponta Lopes.

Em anexo, continua o historiador, ‘’o pensamento sobre a História do Ceará. Precisamos reestudar Iracema - que não é, somente, o índio idealizado; é muito mais. Alencar queria criar um mito fundador para a nação, um passado para o Brasil através de um índio heróico. Precisamos de uma imaginação nacional, essa é a grande questão. E ele fez essa imaginação a partir de uma imaginação cearense’’. Para Régis Lopes, José de Alencar quis estabelecer, pela maternidade indígena, uma relação de pertencimento entre brasileiros e Brasil. ‘’Iracema, hoje, é uma leitura que faz a gente pensar sobre a memória. Qual é a memória que vamos ter em relação ao nosso passado?’, conclui, com a pergunta que não quer calar.

Regis Lopes – Diretor do Museu do Ceará/2005/ Jornal da poesia.

CURIOSIDADES

O maracujá é uma planta tipicamente brasileira, muito apreciada pelo sabor de seus frutos e pelo perfume de suas flores.

Estas flores, conhecidas como “Flores da Paixão”, foram antigamente muito apreciadas e celebradas como “as graças dos prados, brincos da natureza e devoção da piedade cristã”. Maracujá, na língua tupi, quer dizer “alimento dentro da cuia”. É mesmo na cuia, isto é, na própria casca, que o maracujá recebe total apreciação de norte a sul do país.

EXERCÍCIOS

1- Qual é o sentido simbólico guardado pelo enredo?

2- A narrativa se fundamenta em pesquisas históricas ou em lendas da tradição oral? Como o autor define o romance?

3- Como o conflito da trama é exposto?

4- Em “Iracema” só não se pode dizer que

a) também é conhecida por “Lenda do Ceará”.
b) a história se passa no Vale do Paraíba, às margens do Rio Paquequer.
c) é conhecido como “Poema Americano”.
d) o filho de Iracema é Moacir, em tupi - símbolo da dor.
e) Martim, um aventureiro português, é responsável pelo fato de a heroína abandonar sua tribo.

5- Qual é a função da Natureza no texto?

6- (USP) O índio, em alguns romances de José de Alencar, como Iracema e Ubirajara, é

a) retratado com objetividade, numa perspectiva rigorosa e científica.
b) idealizado sobre o pano de fundo da natureza, da qual é o herói épico.
c) pretexto episódico para descrição da natureza.
d) visto com o desprezo do branco preconceituoso, que o considera inferior.
e) representado como um primitivo feroz e de maus instintos.

7- (Fuvest) “O primeiro cearense, ainda no berço, emigrava da terra da pátria. Havia aí uma predestinação de uma raça?” Eis aí uma reflexão sob a forma de pergunta que o autor, ......, faz a si mesmo com toda propriedade, e por motivos que podemos interpretar como pessoais, ao finalizar o romance ........ . Assinale a alternativa que completa os espaços.

a) José Lins do Rego - Menino do Engenho.
b) José de Alencar - Iracema.
c) Graciliano Ramos - São Bernardo.
d) Aluísio Azevedo - O Mulato.
e) Graciliano Ramos - Vidas Secas.

8- (Mack-SP) Sobre Iracema, é incorreto afirmar que

a) o relacionamento entre Martim e Iracema seria uma alegoria das relações entre metrópole e colônia.
b) Iracema é descrita de uma forma idealizante, comparada com elementos da natureza, característica própria do Romantismo.
c) o personagem Martim é lendário; nunca existiu, tratando-se, portanto, de uma figura fictícia.
d) Moacir, que em tupi quer dizer “filho da dor”, é levado por Martim para a Europa.
e) o romance é narrado em terceira pessoa, com narrador onisciente.

9- (UFMG) Todas as passagens de Iracema, de José de Alencar, estão corretamente explicadas, exceto:

A filha de Araquém escondeu no coração a sua ventura.

a) Ficou tímida e quieta como a ave que pressente a borrasca no horizonte.
= Iracema entrega-se a Martim.
b) Iracema preparou as tintas. O chefe, embebendo as ramas da pluma, traçou pelo corpo os riscos vermelhos e pretos, que ornavam a grande nação pitiguara.
= O chefe pinta Martim, preparando-o para o combate com os tabajaras.
c) Iracema, sentindo que se lhe rompia o seio, buscou a margem do rio, onde crescia o coqueiro.
= Iracema prepara-se para dar à luz a Moacir.
d) O guerreiro branco é hóspede de Araquém. A paz o trouxe aos campos de Ipu, a paz o guarda.
Quem ofende o estrangeiro ofende o Pajé.
= Iracema protege Martim da fúria de Irapuã.
e) Rumor suspeito quebra a doce harmonia da sesta. Ergue a virgem os olhos, que o sol não deslumbra, sua vista perturba-se.
= Martim aparece pela primeira vez a Iracema, que saía do banho.

10- A narrativa se estrutura em “flash back”. Onde o texto nos permite essa percepção?

GABARITO

1- Significado fundamental da lenda sobre o amor de Iracema e Martim: representação do processo de conquista e colonização do Brasil (o desejo, a sedução, o amor declarado, a morte de Iracema – do Brasil primitivo – , a sobrevivência de Martim – o elemento branco – e do filho – o brasileiro miscigenado).

2- “Iracema” está fundamentada tanto na história do Brasil, quanto no relato oral. Segundo seu autor, é uma lenda: “Quem não pode ilustrar a terra natal, canta as suas lendas” (em carta ao Dr. Jaguaribe, sobre “Iracema”).

Martim Soares Moreno e Filipe Camarão são vultos da história do Brasil. Ambos lutaram contra a invasão holandesa. Martim é considerado, realmente, o fundador do Ceará e Poti recebeu a comenda de Cristo e o cargo de capitão-mor dos índios pelos seus méritos. Alencar prefere acreditar no relato oral quando se refere à tribo tabajara cruel e sanguinária que habitava o interior, quando a história diz ser uma tribo litorânea.

3- O dilema de Martim: oscila entre a fidelidade a seu amigo pitiguara (Poti) e seu amor por Iracema (tabajara). Iracema não poderia ser desvirginada, pois era uma espécie de sacerdotisa.
Irapuã, cacique da tribo inimiga, desejava Iracema e funciona como obstáculo à realização de Martim.

4- b

5- A Natureza, no texto, funciona como personagem. É essencial na idealização dos personagens.

Ela serve para pintar Iracema, a virgem dos lábios de mel, que tinha os cabelos mais negros que as asas da graúna, mais longos do que seu talhe de palmeira. O favo da jati não era doce como o seu sorriso, nem a baunilha recendia no bosque como o seu hálito perfumado. Mais rápida que a ema selvagem...

Também é essencial na caracterização da terra: Verdes mares bravios de minha terra natal, onde canta a jandaia nas frondes da carnaúba. Verdes mares que brilhais como líquida esmeralda, afaga impetuosa, as brancas areias, a lua argentando os campos.

6- b

7- b

8- c

9- b

10- O texto se abre pelo fim. Iracema, no 1º capítulo, já está morta, e Martim, Moacir e o cachorrinho Japi vão embora na jangada. O 32º capítulo narra a morte de Iracema e o 33º conta o retorno de Martim e a fundação do Ceará(?)

FIM

.................
CLIQUE E CONHEÇA A TRAÇOS & LETRAS


Compartilhar

Faça um comentário!

(Opcional)

(Opcional)

error

Importante: comentários racistas, insultas, etc. são proibidos nesse site.
Caso um usuário preste queixa, usaremos o seu endereço IP (54.83.227.6) para se identificar     

Nenhum comentário
IRACEMA: Tópicos, Resumo e Exercícios


Abrir a barra
Fechar a barra

Precisa estar conectado para enviar uma mensagem para pre-vestibular

Precisa estar conectado para adicionar pre-vestibular para os seus amigos

 
Criar um blog