ESCOLAS LITERÁRIAS E ÉPOCAS HISTÓRICAS  (LITERATURA) escrito em domingo 02 setembro 2007 10:19

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Por Ana Claudia L. Dantas Ferreira

Século XII — Idade Média

TROVADORISMO

Cristianismo

- Temas profanos

- Predomínio da emoção

- Influência das tradições populares

- Ambiente cortês, rural ou marítimo

- Exaltação do ideal cavaleiresco

- Emprego de formas simples

- Estrutura simples, repetições

Cantigas:

      Líricas:

             - de amor

             - de amigo

      Satírica:

             - de escárnio

             - de maldizer

Paio Soares Taveirós: Ribeirinha (Cantiga de amor) Lit. Port.

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Século XV - XVI — Idade Média / Idade Moderna

HUMANISMO

Transição do teocentrismo para o antropocentrismo.

Início: 1434 (nomeação de Fernão Lopes)

Término: 1527 (retorno de Sá de Miranda)

- Ascensão da burguesia mercantilista.

- Desenvolvimento cultural.

Separação entre a música e o texto poético.

Fernão Lopes (~1380-1459) Lit. Port.

Crônicas Históricas, ênfase no campo psicológico, personagens.

Gil Vicente (1465 - 1536?) Lit. Port. 

Teatro popular.

- profano (sátira ao teocentrismo);

- alegoria - metafórica;

- tipo - não revela nomes;

- quadros sem seqüência: mentalidade medieval.

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Século XVI — Idade Moderna – Renascimento

CLASSICISMO

Paganismo - Antropocentrismo

- Racionalismo

- Perfeição formal: sonetos e versos decassílabos

- Equilíbrio e objetividade

- Retomada dos escritos gregos e romanos

- Mimetismo (imitação dos antigos)

- Universalismo (valorização dos temas universais)

- Fusionismo (mistura de elementos religiosos católicos com elementos clássicos)

- Predomínio da razão.

- Serenidade e sobriedade

- Senso de proporção

- Nacionalismo

Poesia épica – soneto (forma clássica)

Camões (~1524-1580): Os lusíadas Lit. Port.

 

QUINHENTISMO

Primeiras manifestações literárias no Brasil.

[Ver em: QUINHENTISMO-NO-BRASIL/]

 

Literatura da informação (de viagem)

            Pero Vaz de Caminha (1437-1500) Lit. Port.

                        - cartas

Literatura dos jesuítas (de catequese)

            Padre José de Anchieta (1534-1597) Lit. Port.

                        - poemas, autos, sermões, hinos e cartas

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Século XVII — Idade Moderna

BARROCO

Conflito: antropocentrismo X teocentrismo

Contra-Reforma

Concílio de Trento

Cristianismo conflituoso entre o catolicismo e o protestantismo

- Oposição: material X espiritual

- Conflito entre fé e razão

- Raciocínios complexos

- Requinte formal

- Exagero

- Efemeridade da vida (A vida é curta e precisa ser aproveitada ao máximo)

- Idealização amorosa, sensualidade

- Consciência da efemeridade do tempo

- Gosto pelo soneto

- Construções complexas e raras

- Sugestões sonoras e cromáticas na escrita

- Utilização de figuras de linguagem

            Antítese (sentido contrário)

            Paradoxos (idéias contrárias)

            Oxímoros (conceitos opostos indicando um 3º conceito)

            Quiasmos (repetição simétrica)

            Metáforas (analogia)

            Hipérboles (exagero)

            Anáforas (repetição de termos)

            Aliterações (repetição de sons consonatais)

            Assonâncias (repetição de vogais)

            Gradações (intensificação da idéia)

            Perífrases (substituição)

Elipses (omissão)

            Prosopopéias (analogia de seres animados a seres inanimados ou imaginários)

Poesia

Gregório de Matos Guerra (1623-1633) Lit. Bras.

Satírica.           

Lírica: amorosa, reflexiva, religiosa

Cartas - Sermões - Profecias

Padre Antônio Vieira 1608-1697 Lit. Port.        

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Século XVIII — Idade Contemporânea - Ascensão e queda da produção aurífera de Minas Gerais

ARCADISMO

Paganismo

- Ausência de subjetividade

- Predomínio da razão

- Universalismo

- Materialismo, cientificismo

- Busca da simplicidade: Verdade = Razão = Simplicidade

- Preferência pela claridade

- Figura da mulher distante, abstrata

- Sobriedade

- Objetivismo

- Bucolismo - a natureza como pano de fundo

- Belo artístico equivalente à imitação perfeita dos modelos clássicos

- Imitação dos clássicos

- Imitação da natureza

Poesia Lírica

            Cláudio Manuel da Costa (1729-1789) Lit. Bras.

            Tomás Antônio de Gonzaga (1744-1810) Lit. Bras.

            Silva Alvarenga (1749-1814) Lit. Bras.

Bocage (1765-1805) Lit. Port.

Poesia épica

            Basílio da Gama (1729-1789) Lit. Bras.

            Santa Rita Durão (1722-1784) - Caramuru Lit. Bras.

Bocage (1765-1805) Lit. Port.

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Século XIX — (Primeira Metade) — Idade Contemporânea  

ROMANTISMO

Retorno à religiosidade

- O sujeito é o centro de tudo

- Revolução francesa

- Movimentos de independência

- Revolução Industrial

- Desejo de Liberdade

- Subjetividade

- Corrente nacionalista: engajamento ou escapismo

- Corrente pessimista: “mau do século”; Ultra-Romantismo

- Idealização

Primeira geração

Almeida Garret (1799-1854) – Folhas caídas Lit. Port.

Alexandre Herculano (1810-1867) – Eurico, o presbítero Lit. Port.

Segunda geração

Camilo Castelo Branco (1825-1890) – Amor e perdição Lit. Port.

            Júlio Dinis (1839-1871) – As pupilas do Senhor Reitor Lit. Port.

 

POESIA ROMÂNTICA NO BRASIL

Primeira geração

- Consolidação da cultura do Brasil

- Nacionalismo

- Indianismo

- Religioso

Gonçalves de Magalhães (1811-1882) – Suspiros poéticos e saudades

Gonçalves Dias (1823-1864)

Poema épico indigenista: I-Juca Pirama

Poema lírico: Se se morre um amor

Poesia Nacionalista: Canção do exílio

Teatro: Beatriz Cenci

Segunda geração

- Marcada pelo mal do século

- Individualismo - egocentrismo

- Subjetivismo

- Satanismo

- Erotismo

- Atração pela morte e pelo macabro

 

Álvares de Azevedo (1831-1852) – A lira dos vint’anos

            Casimiro de Abreu (1839-1860) – As Primaveras

            Fagundes Varela (1841-1875) – As Primaveras

Terceira geração - CONDOREIRA

- Engajamento social e político

- Produção poética consciente e crítica

Castro Alves (1847-1871)

Poemas: Espumas Flutuantes

Poemas abolicionistas: O Navio Negreiro

Teatro: Gonzaga ou A revolução de Minas

 

O ROMANCE BRASILEIRO (1840-1880)

- Linguagem metafórica

- Inovações na arte da narrativa – Tempo subjetivo

- Descontinuidade no tempo

- Narrador onisciente, manipulador da seqüência temporal

- Enredo elaborado com peripécias, reviravoltas

- Tema: amor

- Oposição aos valores sociais convencionais

- Sublimação do “eu”

- Tema: herói

            - Indivíduo romântico absoluto, idealista e genial

            - Valores nobres incompatíveis com os da sociedade

- Figura feminina como o bojo da idealização do herói

Romance indigenista

- Exaltação da Natureza e da figura do índio

- O índio é o símbolo máximo do nacionalismo

José de Alencar (1829-1877) – Iracema

Romance regionalista

- Não segue o modelo europeu – Constrói modelos próprios

- O regionalismo

            - respeito às diferenças culturais brasileiras

            - realce dos traços que caracterizam cada região

- Explora a realidade nacional

Nordeste:

Franklin Távora (1842-1888) – O cabeleira

Sul:

José de Alencar (1829-1877) – O gaúcho

Centro-Oeste:

Visconde de Taunay (1843-1899) – Inocência

Romance urbano

- Segue tendência européia

- Bastante aceito pela burguesia, tema desse tipo de romance

- Trata da

- vida cotidiana da classe média

- críticas a esse social

            - análise do comportamento e dos valores vigentes

José de Alencar (1829-1877) – Senhora

Manuel Antônio de Almeida (1831-1861) – Memórias de um Sargento de Milicias

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Século XIX (Segunda metade) - Revolução Francesa / Industrial

Idade Contemporânea

REALISMO

Desmoralização do poder absoluto dos reis e do poder atemporal da Igreja

- Contexto:

- Evolucionismo – Charles Darwin (1809-1882)

- Determinismo – Hippolyte Taine (1825-1893)

            Naturalismo

- Socialismo Científico – Karl Max (1818-1883) e Friederich Engels (1820-1895)

            Manifesto Comunista

- Positivismo – Auguste Comte (1798-1857)

- Análise e síntese da objetividade, da realidade, da verdade, em oposição ao subjetivismo e idealismo românticos;

- Indiferença do "eu" subjetivo e pensante diante da natureza;

- Reprodução exata, fiel e pormenorizada da natureza;

- Neutralidade do coração e do espírito diante do bem e do mal, do vício e da virtude, do belo e do feio;

- Análise corajosa dos aspectos baixos da vida, sobretudo dos vícios e taras, não os ocultando e chamando-os pelo seu nome;

- Lógica entre as causas (biológicas e sociais) do comportamento das personagens do romance e a natureza (exterior e interior) desse comportamento;

- Cosmopolita sobrepondo-se ao nacional e tradicional dos românticos;

- Simplicidade e transparência.

Diferença entre Realismo e Naturalismo

- Todo naturalista é realista, mas nem todo realista é naturalista .

- Há algumas diferenças fundamentais:

- o Realismo procura ter uma visão global do narrado, perscrutando mesmo a vida psicológica de suas personagens,

- o Naturalismo atém-se à vida biológica das personagens, isto para comprovar as teorias determinista e darwinista que equiparam o homem, excluída sua capacidade de raciocínio, a um animal.


O CONTEXTO HISTÓRICO - REALISMO

No Brasil as últimas décadas do século XIX refletem a crise da monarquia, ocorrendo o avanço dos ideais abolicionistas e republicanos, à quebra da unidade política do império e a urbanização. Nesse cenário surge o realismo brasileiro. A segunda metade desse século está marcada por uma revolução nas idéias e na própria vida. Ocorrendo primeiro no espírito e no pensamento e depois, integrando-se a vida, essa revelação despertou interesse pelas coisas materiais; a revisão dos valores românticos e burgueses.

As conquistas sociais, o progresso científico, e, em conseqüência, o movimento histórico, desenvolveram a base para a arte literária. O artista, com isso, trará a própria vida para sua obra, a qual caracterizava o realismo e seu prolongamento: o Naturalismo e o Parnasianismo.

O realismo procura apresentar a verdade por meio do retrato fiel de personagens, que são antes indivíduos concretos, conhecidos. O marco inicial desse estilo, no Brasi,l assinala-se no ano de 1881 com a publicação de Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, e de O Mulato, de Aluísio de Azevedo.

Fonte: Colaborador Alexandre.


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